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Audiocase

PRODUTIVIDADE

REAL E LÚDICA

Vinicius Bolognese

17 de outubro de 2020

Image by Martin Widenka

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Produtividade Real e LúdicaVinicius Bolognese
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Olá, tudo bem?

 

Me chamo Vinicius e sou designer e ghostbuster aqui da Ensaio.

 

Calma. Você falou “ghostbuster” mesmo?

 

Sim, sim. Você ouviu certo, mas não se preocupe que vou explicar a razão disso logo mais.

 

Fui convidado para falar um pouco sobre como a brincadeira e o pensamento lúdico podem ser a chave para criatividade e aqui no nosso caso, para a produtividade também…

 

A Ensaio é um laboratório de inovação e, por vender isso, precisamos pesquisar, estudar, respirar inovação e mais ainda, precisamos inovar dentro de casa.

 

 

Casa de ferreiro, espeto de ferro, certo?

 

É claro que, como designers, precisamos entregar nossos projetos, fazer com que os nossos clientes atinjam os seus objetivos e, isso, obviamente, demanda a maior parte do nosso tempo. Então nós temos que correr contra o relógio para conseguir atrelar a inovação em clientes e junto à nossa própria inovação interna.

 

Logo, chegamos a um pilar fundamental que precisamos ter aqui na Ensaio: Produtividade.

 

Como nós podemos ser o mais eficientes possível de forma saudável?

 

Tenho hoje duas respostas para isso: Através do nosso processo, que envolve o framework Scrum, nossas ferramentas e, é claro, as pessoas.

 

E digo mais: se quisermos ir mais fundo, tudo, absolutamente tudo se resume a pessoas.

 

Falando sobre a criatividade em si, encontrei um artigo muito legal no portal translluddus e gostaria de compartilhar um trecho com você:

 


"Entendendo criatividade como o potencial de fazer emergir novas possibilidades e soluções diante de situações desafiadoras, Howard Gardner, pai da teoria das Inteligências Múltiplas, em suas pesquisas sobre criatividade constatou que grandes gênios criativos da humanidade possuíam um estado lúdico,que chamou de estado de curiosidade pueril, de se fazer questionamentos aparentemente estranhos, como: “Como deve ser viajar à velocidade da luz?”.

 

Usando a imaginação. Einstein, por exemplo, se auto-intitulava como a pessoa mais curiosa que ele conhecia, certamente um grande imaginativo como uma criança.

 

Hoje em dia vemos muitos casos de ambientes de trabalho que não só não promovem como coíbem o pensamento mais lúdico e divertido e, de forma não intencional, acabam podando a criatividade das pessoas

 

Eu ainda não conheci ninguém que gosta de trabalhar em um ambiente ruim, onde não há respeito e confiança e também duvido que você gostaria. Esse é um dos principais valores que eu tenho. Se há milhões de anos uma espécie de peixe saiu do mar e deu início a evolução que nos trouxe até aqui, fazendo com que eu e você tenhamos que trabalhar de segunda a sexta para pagarmos nossos boletos, então, já que precisamos disso, porque não fazer deste o melhor ambiente possível que dê espaço, respeito e confiança para as pessoas produzirem, criarem e porque não, continuar evoluindo cada vez mais?

 

 

Enquanto precisamos desse ambiente para sermos criativos, nenhum time pode ser produtivo sem confiança! Se nos sentimos bem e felizes no trabalho, a tendência é com que as pessoas se sintam cada vez mais seguras e confiantes e percam o medo de errar. Aqui no nosso contexto, ter medo de errar significa se paralisar, não arriscar, não evoluir e, como já diria Eric Ries no livro “A Startup Enxuta”, a única vantagem competitiva que uma empresa pode ter com relação aos seus concorrentes é a velocidade de criar, testar e colher feedbacks, o que ele chama de ciclo de feedback.
 


Acreditem: a ideia que você teve, com certeza alguém no mundo já teve uma igual. Então, a diferença é quem consegue colocar ela em prática com sucesso primeiro.

 

Nesse ponto aqui somos bem amparados pelas metodologias ágeis e pelo scrum que, através de todos seus eventos, nos permite sempre evoluir em termos de entregas (sejam elas internas e de projetos) e também evoluir a nossa relação como time, através das retrospectivas, por exemplo.

 

Quebrar essa amarra e tornar o time cada vez mais confiante significa ter uma barreira a menos para, por exemplo, compartilhar uma ideia, por mais besta que ela possa parecer, e isso resulta numa ideia que está na mesa e que o time vai co-criar em cima dela para chegar ao objetivo necessário.

 

Então usamos a brincadeira, o ambiente lúdico, como um componente muito importante dos nossos dias e isso de uma forma bem geral, desde a gamificação, onde temos dashboards coloridos, que demonstram o progresso dos nossos objetivos de cada área e projetos na semana (para os íntimos, os sprints-goals) até aos nomes mais malucos que damos parar tudo: nossas áreas, quadros de tarefas, projetos, eventos, tudo mesmo, até o nosso lixo de coleta seletiva tem um nome.
 

Lembra da história do Ghostbusters?

 

 

Então, Ghostbusters é o nome da área de produtividade, fazendo uma analogia ao maravilhoso filme de 1984 (que particularmente sou fã). A área recebe este nome porque em nosso trabalho, assim como no deles, aparecem fantasmas que nunca vimos e temos que inventar muitas armas antes nunca imaginadas para captura-los ou, traduzindo para o nosso contexto, vamos nos deparar com inúmeras situações que não fazemos ideia e teremos que criar métricas, eventos, ferramentas, processos para conseguirmos ajudar os times a terem um trabalho saudável e produtivo que consiga gerar os resultados esperados.

 

Sabe o pessoal de conteúdo, que está produzindo tudo isso que vocês lêem, assistem e ouvem? O quadro de tarefas deles se chama Dunder Mifflin e cada evento e sprint (que é a semana de trabalho) tem um nome totalmente ligado de alguma forma ao seriado (que também sou fã) The Office.

 

Os nossos projetos de inovação sempre nascem com um objetivo determinado pelo cliente, a partir dele temos reuniões só para dar nomes que traduzem esse objetivo e simbolizem toda a identidade e materiais que o projeto terá.

Acreditamos que por meio da diversão, as empresas podem criar uma maneira de alinhar os objetivos corporativos, ao mesmo tempo que dão autonomia às equipes. 

 

E na sua empresa, o ambiente é propício para a criatividade? Você trabalha em um ambiente mais sério ou descolado?

 

 

Conta pra gente o que você gostaria e poderia implementar no seu dia a dia para se aproximar de um ambiente mais lúdico que permita e facilite a criatividade…

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