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Aprofundamento

O FUTURO É

MOLDÁVEL?

Fernanda Cardillo

12 de agosto de 2021

Falar sobre futuro pode ser um tema que incomoda. Os próximos desdobramentos a partir do contexto atual em relação ao mundo e ao íntimo de cada pessoa podem ser motivos de insegurança ou de esperança.

 

 

Afinal, quando a pandemia vai passar? O que nos aguarda para as eleições de 2022? E qual vai ser o meu almoço de amanhã? São questionamentos em cima de questionamentos que não podem ser previstos, já que o futuro é um mistério e a humanidade não consegue decifrá-lo.

 

 

Ou consegue? 

 

 

As tendências de futuro vêm para tentar suprir a curiosidade sobre os próximos passos da sociedade. Com isso, surgem critérios e denominações para organizar os comportamentos humanos. Começando pelos conceitos de onda, moda e tendência, é necessário acrescentar a variável do tempo de curta, média e longa duração.

 

 

Para definirmos uma movimentação como onda, ela deve ser imprevisível e repentina, ocorrendo em um curto espaço de tempo e com grande impacto, mas dissipando-se rapidamente.

 

 

No caso da moda, é um fenômeno mais persistente que a onda, chegando a ter uma materialização no cotidiano das pessoas.

 

 

Por último, a tendência é um direcionamento ou uma sequência de eventos com força e durabilidade, que afeta várias pessoas durante um longo período de tempo e altera os seus comportamentos. 

Para uma visão mais clara, é possível aplicar esses conceitos em movimentações atuais.

 

 

Memes da internet, por exemplo, podem ser considerados ondas pelo seu pico de interações e compartilhamentos, mas depois de um curto período de tempo acabam caindo no esquecimento geral.

 

 

Uso de calçados como AllStar e Converse são o clássico exemplo de moda e como ela pode ser cíclica, tendo presença no dia a dia das pessoas e caindo em desuso depois de um espaço de tempo, mas podendo retornar posteriormente.

 

 

Em relação às tendências, as redes sociais são consideradas um dos grandes exemplos. Fortemente presentes em nossas vidas desde os anos 2000, chega a ser assustador como empresas gigantes da internet detêm a capacidade de moldar nossos comportamentos e costumes, aumentando o tempo de uso dos celulares e chegando até a desenvolver ansiedade em quem utiliza uma determinada rede.

Outros conceitos, como macrotendência, microtendência e contratendência agregam a esse aprofundamento e como é necessário compreender essas denominações, para realmente entender os movimentos e não perdê-los de vista.

 

 

As macrotendências podem ser definidas como tendências mais amplas, que se formam lentamente e influenciam os diferentes âmbitos da vida das pessoas, se desenvolvendo ao longo de um grande período de tempo, como é o caso do consumo consciente e o seu lifestyle.

 

 

Já as microtendências emergem de um grupo social, tribo ou nicho. São pequenas forças imperceptíveis que envolvem uma pequena parte da população e que moldam a sociedade.

 

 

O funk brasileiro pode servir de um exemplo de microtendência interessante, tendo a sua origem em um nicho específico, sendo as comunidades do Rio de Janeiro, e se tornando uma macrotendência ao conquistar o país a fora.

 

 

No caso da contratendência, ela surge como uma movimentação oposta a uma tendência que estava chegando ao esgotamento. Isso fica mais evidente quando utilizamos o exemplo da maquiagem no Brasil. Em 2015, a tendência era uma maquiagem que destacasse a pele perfeita, sem manchas e pintas.

 

 

Atualmente, é possível notar o uso de maquiagens que destacam o contrário, como sardas e sobrancelhas despenteadas, gerando a contratendência de maquiagens mais naturais.

Tendo todos esses conceitos em mente, fica ainda mais claro a importância de ter profissionais especializados e capacitados para o ramo. Entender a diferença dessas movimentações faz com que seja possível abordar essa tendência sem que ela esteja saturada.

 

 

O clássico exemplo pode ser dado por uma empresa que entra em uma onda, quando ela já está dissipada, gerando um estranhamento e até mesmo críticas por parte do espectador. Profissionais de futurismo, consumer insights e tantas outras denominações correlatas acabam gerando uma certa dúvida sobre suas divisões e responsabilidades, muito disso, porque são cargos criados recentemente e que acabam se sobrepondo em alguns tópicos.

 

 

Ainda sim, é possível delimitá-los. No caso do futurismo, é uma disciplina que estuda as possibilidades de um futuro pós-emergente a partir da tecnologia, ciência e mundo dos negócios. Já os consumers insights são uma forma de entender a visão do consumidor para mapear tendências em relação a um determinado produto ou serviço, a partir de um compilado de dados.

 

 

Com isso, a pesquisa de tendências entra como uma ferramenta para o futurismo e os consumers insights.

 

 

Percebe como as definições são próximas umas das outras?

 

 

O fato é que o futuro é dado a partir do momento atual. Estar atento ou não às movimentações sócio-econômicas é uma escolha, incluindo a certeza que o futuro vai vir.

 

 

Com isso existe a possibilidade de participar dele ativamente, se preparando para os próximos passos a partir do entendimento do agora.

 

 

Com pesquisa de tendências, entendimento do contexto dos nichos e gerais e tendo um time especializado e capacitado para essa tarefa, é umas das formas de estar presente no futuro.

 


Afinal, você pode escolher quem vai moldar o seu futuro.

 

Temos uma provocação a fazer no próximo Pico.

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