Está na hora de parar de pensar que o Design não é para você

Se você chegou aqui, é porque já teve algum contato com o conceito do Design, ou ao menos já ouviu falar. E, muito provavelmente, pensa que esse modelo mental “não é para você”. Está na hora de mudar isso.



Assumir um cargo de “designer” está na moda, né? Aposto que você conhece ao menos uma pessoa que acabou de assumir um cargo de Designer (de conteúdo, de produtos, de negócios, de projetos, de desenvolvimento, etc.)


Para isso, nós, da Ensaio, temos propriedade para falar, rs. Como um Laboratório de Inovação, o Design está em nosso cerne. Explico: não somos consultoria, não somos agência, não somos assessoria. Somos um laboratório. Isso é, trabalhamos com experimentos, ciclos de testagem e prototipagem, e tudo isso faz parte do… Design!


Quer dizer que todo mundo mexe no Photoshop?

Quer dizer que vocês vão divulgar a minha empresa?


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Não para ambas as dúvidas. Um Designer Gráfico sabe mexer no Photoshop e uma agência de marketing pode te ajudar na divulgação.


O Design é um meio para a criação de soluções de problemas. Arrisco dizer que é o meio mais efetivo, hábil e descomplicado entre os sistemas.


É por isso que existe Designer de Produtos, Designer de Conteúdo, Designer de Negócios, Designer de Serviços, e por aí vai. Porque ele é o meio em que o profissional vai resolver os problemas que a sua própria área de atuação se propõe a resolver. Me acompanha nos exemplos que pensei para te explicar:


Exemplo 1: a minha avó odeia sentar em sofás muito “fofos”. Ela diz que afunda e que são muito baixos, o que dificulta demais para ela se levantar depois (problema). Solução: alguém criou sofás mais altos e com uma densidade maior de espuma, o que deixa a peça firme e confortável. Aí minha avó fica felizinha. Isso é Design. O Bruno Leão, nosso Business Design Owner, escreveu com excelência sobre Design Visceral, baseado no design emocional, do Donald Norman, sócio do Jakob Nielsen (o pai das heurísticas de UX). Se você é um UX Designer ou UX Writer, ou se interessa em UX Design, vale muito a leitura.


Exemplo 2: Final dos anos 90, início dos anos 2000. As empresas no geral se perguntavam “como atingir meu público de maneira direta, mais barata que propaganda de TV e com boa taxa de conversão?” Solução: telemarketing. Ligações diretas aos clientes e potenciais clientes para oferecer upsells e novos catálogos e a possibilidade (in-crí-vel) de se comprar pelo telefone. Isso é Design.


Eu quis trazer um exemplo do design intencional, como bem denominou Seth Godin nesta news, e de um design fadado ao fracasso (polêêêmico).


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No exemplo 1, o Design olhou para o ser humano - aqui representado pela minha avó e seus bicos de papagaio e ciático inflamado - e suas dores, que neste caso são até físicas. Olhou para a saúde e bem-estar de quem realmente interessa: o ser humano. Esse tipo de design atende duas questões principais:

  1. Para quem é?

  2. Para o que é?

E nesta ordem mesmo. E dessa forma, olhando para o ser humano e respondendo às duas perguntas, os sofás anatômicos entram em ciclos de melhorias e evoluções constantes, entregando sempre o melhor produto (a melhor solução) para as pessoas. O Design intencional torna-se sustentável, não implode ou sucumbe.


O telemarketing, de vinte anos para cá, tomou um caminho insustentável. Inúmeras regras, restrições legais e até mesmo uma rejeição em massa do próprio público. Alguns motivos para isso ter acontecido:

  1. Desconsiderou-se (ou não se considerou o suficiente) o novo comportamento das pessoas, de usar cada vez menos as comunicações síncronas, como ligações, e usar cada vez mais as assíncronas, como e-mails e mensagens de texto;

  2. O número de telefone virou um dado valioso - principalmente com a LGPD e com a implementação de modelos de ESG - então as pessoas perderam o hábito de atender telefonemas desconhecidos;

  3. Deixou de ser (ou, algumas vezes, nunca foi) uma solução voltada ao ser humano, mas, sim, às corporações.


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Nossos contextos sociais estão em constante mudança, e sempre estarão. Enquanto as empresas não entenderem que são para esses contextos sociais que seus produtos, serviços, negócios e projetos devem olhar, designs inúteis sucumbirão e os inúmeros cargos de Designers por aí serão preenchidos por mentes corporativas e insustentáveis.



Se você acredita (ou quer) trabalhar com soluções voltadas puramente ao ser humano, se você pensa que, para resolver as dores do seu cliente - seja ele quem for - você precisa, antes de mais nada, ouvi-lo, considerá-lo e entendê-lo, então, camarada, devo lhe contar que o/a Designer adormecido dentro de você está despertando.

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Está na hora de parar de pensar que o Design não é para você. Eu tive uma ideia: para você não fechar esse texto e jogar no Google algo como “Curso de Design”, você pode começar por este curso (Introdução ao Design Thinking), ou pelo e-book (5 Motivos para você ser um Design Thinker). Ah! Ambos são gratuitos.




Ou se você gosta de um cafézinho e um papo olho no olho como eu, vamos organizar nossas agendas e conversar. É só me dizer como te encontrar aí embaixo que te chamo!



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