Uma reflexão: como anda a autoconfiança das pessoas do seu time?

Antes que você fale que isso não é um problema seu, reflita como os resultados da sua empresa impactam no comportamento do time

Quando você se depara com um novo problema complexo que precisa ser resolvido na empresa, nunca há apenas um caminho a ser seguido para resolvê-lo, certo?


Cada líder ou gestor tem um jeito diferente de lidar com o gargalo - e, como diriam os jovens de hoje, tá tudo bem. Afinal, a estratégia correta para a resolução de problemas é construída levando em consideração diversos fatores internos e externos da organização.

Às gestoras e aos gestores que recorrem ao uso ferramentas e dinâmicas do Design, (apesar de não ser o único ou o mais usado por nós, o brainstorming é uma dessas ferramentas), peço para que, neste momento, tirem alguns segundos para relembrar como foram esses encontros de brainstorming com o time.


  1. Teve alguma pessoa que falou mais em todas as vezes que a atividade rolou?

  2. Teve alguma pessoa que não falou nada?

  3. Você, enquanto líder/stakeholder, foi a pessoa que mais falou?

  4. Ocorreu ou ocorreram discordância(s)? Se sim, como as pessoas reagiram a elas?

  5. Se não, foi porque todo mundo realmente estava de acordo?

  6. Alguma ideia foi vetada logo de cara?

  7. Alguma ideia foi defendida com muita resistência por seu criador ou sua criadora?


Sei que eu disse para tirar apenas alguns segundos para relembrar, e, provavelmente, vai demorar um pouco mais do que isso. Mas a reflexão é para ter este efeito mesmo.



Brainstorming não pode ser uma bagunça só. Não é efetivo.


Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, um brainstorming - algumas outras ferramentas que trabalham com a criação de ideias também, mas especialmente um brainstorming - não pode ser simplesmente um momento de “toró de ideias”, como o pessoal diz por aí. Não pode ser simplesmente diversos “e se…” jogados na mesa e o que “vence” é aquele que a maioria concorda ser o melhor (e, misteriosamente, quase sempre é a ideia que veio do(a) chefe, ou que o(a) chefe gostou mais…). Um exercício como esse precisa ser muito bem estruturado para que a liberdade mental seja usada, e, assim, a autoconfiança seja desenvolvida.


Chamo de liberdade mental esse aval não-pronunciado de poder pensar e imaginar o que quiser. Inventar os “e se…” mais malucos, compartilhar com os colegas e simplesmente não ser julgado por isso - aliás, despertar a admiração e estímulo no restante porque conseguiu unir pontos “impensáveis”. Em outras palavras, porque viajou na maionese com sucesso.

Assim se constrói a autoconfiança das pessoas do seu time. Mesmo com tudo isso, você pode pensar: “beleza, mas isso continua não sendo problema meu”. No entanto, é com a construção da autoconfiança que nascem ideias com potencial de inovação na sua organização.


Quando rapidamente descartamos uma ideia muito distante do que nós, individualmente, estamos pensando, perdemos a incrível oportunidade de unir pensamentos, repertórios, vivências e visões de mundo e, assim, construir uma ideia ainda mais construtiva e efetiva!





E, a partir do momento em que dizemos “não” ou respondemos negativamente à ideia proposta, a chance da pessoa se desmotivar a compartilhar (e até pensar em) novas ideias cresce exponencialmente. Qualquer um se sente mais acuado ou mais receoso quando compartilha uma ideia e não recebe uma boa aceitação do time.


Entende como tudo se encaixa, e, de repente, a autoconfiança de cada um do seu time também é problema seu?


É seu papel - tanto como líder ou como colega de trabalho - dar espaço e estímulo às ideias mais “viajadas”, para que se construa uma trama de pensamentos incentivadores e voltados à integração de ideias, e não à seleção de ideias.


Tá, mas como eu faço isso?


Uma boa maneira de criar essa trama da autoconfiança e liberdade mental é demonstrar interesse para todas as ideias apresentadas. Pedir para a pessoa se explicar: “legal! Me explica um pouco mais o que você pensou” ou “interessante, como você chegou nesse pensamento?” ajuda a agregar com referências e aumentar o repertório de todos os presentes.


A partir da documentação de todas essas ideias, malucas ou não, vocês, enquanto time, vão conseguir encontrar uma saída realmente efetiva, sustentável e criativa para o problema complexo que precisam resolver.


A criação de ideias está diretamente relacionada ao ego de cada um de nós, não dá para fugir disso. Por isso, em vez de lutar contra ele, é melhor se unir a ele.


Faz sentido para você?


No nosso bootcamp de Design Thinking, ensinamos seu time a explorar problemas complexos e construir soluções desejadas pelo seu cliente, e, é claro, sempre desenvolvendo o máximo da criatividade e confiança de cada um dos envolvidos. Você não acha que agora é o momento certo para você e sua equipe darem mais um salto em direção a um futuro mais descomplicado, sustentável e criativo?


Vem conversar com a gente!



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