7 Ferramentas para Exercitar e Aplicar sua Criatividade

À partir de uma perspectiva Biopsicosocial, podemos analisar como desenvolvemos nossa criatividade, exercitá-la e aprender a resgatar muito do que perdemos durante o nosso crescimento.



Uma das habilidades mais requisitadas pelo mercado de trabalho, a criatividade ainda é muito vista como um dom, um presente divino que poucos tem a capacidade de exercer. Não é bem assim.


A Criatividade pode ser desenvolvida, gerenciada, monitorada.

Cresce o prestígio dos profissionais comprometidos com a inovação, o design, a imaginação e as ideias, uma classe que corresponde a 30% da força de trabalho nos Estados Unidos e 10,9% no Brasil (Rodrigues, 2007).


A criatividade é definida pela geração de novas idéias, ou novas formas de olhar os fatos, ou mesmo a identificação de novas oportunidades, algumas vezes através da exploração de novas tecnologias, outras vezes por mudanças sociais.


Analisando com um olhar Biopsicosocial, ou seja, voltado ao ser humano e o seu desenvolvimento a partir de influências biológicas, psicológicas e sociais (o meio, contexto, trabalho, relações, etc.), entendemos que todo ser humano nasce com grandes níveis de imaginação e criatividade, moldadas por nossas experiências ao longo da vida.


O filósofo inglês John Locke, seu livro "Ensaio acerca do Entendimento Humano" detalhou a teste da Tábula Rosa. Para ele, todas as pessoas nascem sem conhecimento algum (a mente é, inicialmente, como uma "folha em branco"), e todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência, nossa grande fonte de conhecimento.


Estudar os principais fatores influentes internos e externos nos ajudam a entender essas atuações das experiências no desenvolvimento de nossa criatividade.


Fatores Influentes Internos

no desenvolvimento do potencial criativo

A criatividade provém de seis fatores distintos que se inter-relacionam e não podem ser vistos isoladamente: inteligência, estilos intelectuais, conhecimento, personalidade, motivação e contexto ambiental.


Fatores Influentes Externos

no desenvolvimento do potencial criativo

A partir de uma perspectiva Biopsicossocial podemos dizer que os principais influenciadores ou possibilitadores para o desenvolvimento da criatividade são:

família, escola, ambiente de trabalho e contexto sociocultural.


A infância é o auge possibilitador do desenvolvimento da criatividade e, desde cedo, a família é um de seus primeiros e principais fatores estimulantes, já que a criança ainda não tem senso de julgamento e razão nem inserção em limitações sociais, características que só passam a ser desenvolvidas à partir dos 6 anos de idade.


É de extrema importância o estímulo à imaginação da criança, que vai declinando à medida que desenvolvem a razão e o raciocínio. Exercícios de imaginação, atividades lúdicas, leitura, possibilidade de lidar com pensamentos divergentes e convergentes e, se possível, proporcionar um ambiente aberto e criativo para a passagem da infância são algumas das atividades ou materiais que ajudam no desenvolvimento da criatividade.


A escola o outro principal fator estimulante na infância. Em sua maioria trabalhando em torno de métodos tradicionais de aprendizagem e convivência, que não estimulam a criatividade, nos excitam em crescer em um modelo de perguntas e respostas prontas, previamente estabelecidas (certo ou errado), sem grandes provocações às explorações e à curiosidade.


O método Montessoriano é um modelo que tenta sair dessa abordagem tradicional e estimular a criatividade, autonomia e responsabilidade dos alunos a eles mesmo e ao restante dos colegas através, principalmente, de atividade lúdicas e de compartilhamento que possibilitam a socialização, imaginação e o pensamento crítico. (Lembrando que esse não é o modelo certo de ensino, tudo depende do perfil de cada indivíduo).


Finalmente chegamos ao terceiro principal fator estimulante: o ambiente de trabalho.


O contexto laboral influencia a criatividade, podendo desenvolvê-la ou inibi-la. Para o seu desenvolvimento, é fundamental um espaço em que as pessoas são incentivadas a aturar de forma colaborativa e a compartilhar opiniões, além de promover a participação de eventos diversos, internos e externos, para oxigenação e proliferação de ideias.


Domenico De Masi diz que a criatividade pode brotar, não como fruto (plantado) por um só indivíduo, mas por grupos e de coletividades. A criatividade grupal decorre da combinação das personalidades que compõem o grupo e daquilo que as motiva.


Atualmente, os principais desafios das organizações para o estímulo à criatividade estão nos obstáculos em proceder às mudanças que se fazem necessárias em culturas organizacionais há muito sedimentadas, marcadas pela resistência às novas ideias e refratárias às exigências do mundo moderno, conscientizar os indivíduos de sua capacidade pessoal para criar, proporcionando-lhes treinamentos estimuladores da criatividade e promover mudanças em comportamentos que afetam de forma adversa as relações interpessoais e o clima no ambiente de trabalho além de, claro, construir um ambiente que valorize e cultive a criatividade.


Abaixo, algumas ferramentas de estímulo à criatividade:


Scamper

Imagem: Slidebazaar


Técnica em que os participantes da dinâmica preenchem um formulário com foco na recriação de produtos. Define-se o principal objetivo, em seguida as sugestões dos participantes devem responder a uma série de perguntas em 7 momentos: substituir, combinar, adaptar, modificar, propor novos usos, eliminar ou rearrumar


Mapa Mental

Imagem: SBCoaching


Estimulam na rotina diária, na identificação de oportunidades e no planejamento de tarefas e projetos. A partir de uma informação central, surgem uma série de outras. Serve para organizar pensamentos e ideias de forma ordenada, relacionada, argumentada e, principalmente, visual.


Business Model Canvas


Muito conhecido por gestores, auxilia na definição de modelo de negócio, assim como relaciona as informações de uma forma sistêmica, integrada e rápida. Serve para organizações de todos os portes.


É um quadro visual pré-formatado para desenvolver e esboçar modelos de negócios contendo nove blocos. Na medida que os blocos são preenchidos, é possível descobrir novas ideias sobre o produto ou serviço.


É útil porque ajuda a discutir e integrar percepções sobre a maneira como a empresa deve atuar, os elementos de cada parte e como as elas interagem para compor o negócio.


Brainwritting


É uma técnica realizada em grupo de, no mínimo, 6 pessoas. Os participantes devem se reunir em um círculo, tendo em mãos uma folha ou formulário com divisões.


Nos primeiros minutos, os participantes devem registrar 3 ideias nos primeiros espaços do papel. Depois, os participantes devem trocar as folhas com quem estiver à sua direita e registrar mais 3 ideias novas ou relacionadas com as anteriores.


Esta ação é repetida até a folha ser preenchida. Por fim, as ideias são analisadas e debatidas em grupo. É muito utilizada para criação de campanhas ou novos produtos, bem como, metodologias.


Thinking Hats


Ferramenta criativa desenvolvida por Edward de Bono, estudioso do pensamento criativo e inovação.


Ela incentiva os participantes a usarem o “Lateral thinking” (Pensamento Lateral) para abordar um problema: observá-lo de todos os ângulos e perspectivas possíveis.


Consiste em distribuir “6 chapéus pensantes”, um para cada participante. Cada chapéu possui uma cor, que define a personalidade que o usuário deve adotar para analisar o objeto de interesse. São eles:


Branco: neutro e objetivo, baseado em fatos e números;

Vermelho: visão emocional e intuitiva;

Preto: cuidado e precaução (negativo);

Amarelo: otimismo, pensamento positivo;

Verde: criatividade e novas ideias;

Azul: calma, organização.


5 Ws

Considerada um processo básico na coleta de informações ou resolução de problemas, constitui uma fórmula para obter a história completa sobre um assunto, podendo ser usada em relatórios, pesquisas, construção de textos ou para entender porque algum processo não está funcionando.


What: O que aconteceu?

Who: Quem fez isso?

When: Quando isso aconteceu?

Where: Onde aconteceu?

Why: Por que isso aconteceu?


Alguns autores adicionam na lista também como 6º “W” o How: Como isso aconteceu?


Design Thinking


Abordagem estruturada em 3 pilares:


Empatia

O olhar empático é essencial para criarmos qualquer solução. Precisamos, mais do que se colocar no lugar do outro, viver na pele da pessoa que sofre com qualquer dificuldade ou necessidade que buscamos solucionar.


Colaboração

Nada se faz sozinho, muito menos uma inovação. Precisamos criar espaços confortáveis e reais para pessoas de diferentes segmentos somarem o máximo possível no processo de ideação.


Prototipagem

Uma ideia é só uma ideia, até o momento que colocamos ela em prática. A raiz da prototipação é o fato de experimentar ideias o mais rápido possível para aprender qual é o caminho ideal para navegar.


Com base nestes três pilares, se organizou um processo, chamado Duplo Diamante. Utilizando o Duplo Diamante como processo, conseguimos colocar esta abordagem do design em prática construindo soluções tangíveis para problemas complexos.



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