Dicas para Facilitação de Workshops

Atualizado: Jul 20


Como dissemos no post em que explicamos um pouco sobre Design Thinking e seus "porquês", é fundamental que, uma empresa que deseje tocar projetos de inovação, tenha um profissional responsável por tocar o bumbo dos processos e estiumular a criatividade dos times envolvidos: o facilitador.



O que é um workshop





Antes de tudo, precisamos estar alinhados quanto à definição de workshop: um evento (aberto ou fechado) voltado ao ensino com muita aplicação prática de habilidades, conceitos e conhecimentos, dando destaque à execução de exercícios que podem ou não estar relacionados à alguma situação real da organização que o promove. Uma forma efetiva de adquirir conhecimentos de uma forma funcional, mão na massa, sem deixar de lado o embasamento teórico.


Na Ensaio, aplicamos workshops quase que diariamente, seja de forma interna, com o nosso time, seja em projetos de inovação ou em bootcamps, com nossos clientes.


Sim, é possível facilitar workshops de forma remota. Nesse texto, dou algumas ferramentas que podem ajudar.


Estamos de acordo? Então vamos às dicas!



Pluralidade





Uma das questões mais valorizadas pelo Design, a pluralidade de pensamentos, crenças e perfis é fundamental para a realização de um workshop que possa chegar a soluções realmente relevantes e que façam sentido. Daí a importância de se montar times multidisciplinares. Pessoas de várias áreas e níveis hierárquicos podem e devem ser incluídas para que a colaboração seja realmente plural e engajada no bem da organização como um todo.



Facilitador não é orador





Seu papel é garantir que o time esteja envolvido e se sinta estimulado a pensar e criar e forma colaborativa. Além de se comprometer em fazer com que as dinâmicas saiam conforme o tempo e objetivo planejados. Julgamentos sobre ideias alheias não são bem-vindos em processos de ideação em workshops de inovação. Dessa forma, sua função é garantir que o encontro ocorra de forma fluida e com atenção máxima ao propósito. O personagem principal não é você, mas sim o objetivo e as ferramentas apresentadas, além de todo o time envolvido.


A importância da teoria para criar




Muitas vezes, facilitadores tem uma distorção em acreditar que todas as pessoas envolvidas no workshop tem repertório para entender de cara alguns conceitos que, para alguns, já estão fixados. Daí a importância de se trabalhar de forma intensa as teorias por trás de cada uma das ferramentas, buscando nivelar todo o time por cima, para que todos estejam prontos para partir para a ação.


Principalmente em times multidisciplinares, em que pessoas de áreas diferentes (muitas delas que não trabalham usando a criatividade diariamente) não estão envolvidas com ideação de forma constante. Existem ferramentas para as dinâmicas que auxiliam demais nesse processo. Nós costumamos utilizar bastante dessas práticas para que todos se sintam à vontade em contribuir com boas ideias, sem medo de julgamentos alheios.


Dê valor em criar uma experiência inspiradora para todos. Durante a preparação prévia do workshop, guarde um tempo significativo para expor cases, referências aplicadas pela teoria que apoia toda a dinâmica. Inspiração nunca é demais!


As técnicas utilizadas no encontro devem ir além. As práticas para criação de ideias devem se iniciar pela identificação, passando pela priorização (realizada através de votações feitas pelos participantes), que nos leva ao afunilamento das ideias mais promissoras para o contexto.


Tenha uma jornada bem desenhada, com o espaço de tempo definido para cada exercício. Assim você pode propor dinâmicas rápidas que geram ideias para os problemas mapeados nas etapas do Duplo Diamante, por exemplo.


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O exercício do escutar (diferente de ouvir)





Um ponto fundamental para um facilitador é a Escuta Ativa. Seja paciente, pense nas perguntas certas. Faça as pessoas raciocinarem, não apenas para gerar engajamento, mas para estimular a colaboração. Seja curioso e demonstre interesse pelas ideias dos participantes, buscando ajudá-los a encontrar conexões entre os pontos de vista. Lembre-se: sem julgamentos.



Facilite





Como já dissemos: seja uma peça à parte das interações e deixe as pessoas criarem e as ideias fluírem. Sua função é facilitar, não gerenciar. Deixe evidente que está sempre à disposição para retomar conceitos e repassar cada ponto abordado durante o processo. Mantenha a fluidez, a conexão entre as pessoas e a linha de raciocínio proposta.


Vamos colocar as mãos na massa! Lembre-se: inovação não é mágica, é processo.


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