Você precisa do Design Thinking?

Atualizado: Mai 20


Imagine uma linha de pensamento e execução que permite que pessoas mergulhem e na possibilidade de soluções com resultados positivos antes mesmo de começar a inovar. Esse é o Design Thinking.





Inovar colocando o usuário no centro, com retorno financeiro e psicológico, encontrar soluções para problemas e cenários extremamente complexos - são apenas algumas das possibilidades que essa abordagem pode nos proporcionar.


Vivemos em cenários de alta complexidade, volatilidade, incerteza e ambiguidade.


Qualquer cenário que estamos inseridos (seja vendas, comunicação digital ou até gestão de pessoas), depende de uma série de fatores que nos influenciam e se cruzam a todo momento, deixando a nossa cabeça maluca com muita ponderações que temos de levar em consideração antes de tomar uma decisão — inclusive trazendo uma certa ansiedade em deixar algo escapar ou passa batido.


Vivemos neste contexto chamado VICA (ou VUCA, em inglês). E sim, precisamos de novas ferramentas para navegar em cenários de alta complexidade. As ferramentas, métodos e processos que nos trouxeram até aqui não são os que nos levarão para frente.



E o que o Design tem a ver com isso?

A abordagem do Design já existe a muito tempo. Porém vamos analisar da Bauhaus para frente. Basicamente, nos anos 20 na Alemanha, um grupo de artistas chegou a uma conclusão interessante: precisamos pensar em novos modelos e criar soluções para o nosso dia a dia, e não mais pensar apenas em máquinas e escala de produção.

Como um movimento vanguardista de artistas e designers, a Bauhaus começou a atuar buscando criar soluções práticas e viáveis para o nosso dia a dia.

E aqui chegamos ao início da estruturação do pensamento do design, ou Design Thinking.



Depois de algum tempo...


Pulando um recorte histórico dos anos 20 até os anos 90 - onde muitos pensadores se debruçaram para organizar a abordagem do design, Tim Brown, criador da IDEO (hoje uma das maiores consultorias de inovação do mundo) organizou o Design Thinking em três pilares essenciais:

Empatia

O olhar empático é essencial para criarmos qualquer solução. Precisamos, mais do que se colocar no lugar do outro, viver na pele da pessoa que sofre com qualquer dificuldade ou necessidade que buscamos solucionar.


Colaboração

Nada se faz sozinho, muito menos uma inovação. Precisamos criar espaços confortáveis e reais para pessoas de diferentes segmentos somarem o máximo possível no processo de ideação.


Prototipagem

Uma ideia é só uma ideia, até o momento que colocamos ela em prática. A raiz da prototipação é o fato de experimentar ideias o mais rápido possível para aprender qual é o caminho ideal para navegar.

Com base nestes três pilares, se organizou um processo, chamado Duplo Diamante. Utilizando o Duplo Diamante como processo, conseguimos colocar esta abordagem do design em prática construindo soluções tangíveis para problemas complexos.



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Mas então



Para que serve o Design Thinking?

O Design Thinking é uma abordagem criada para para solucionar problemas complexos. Gerar valor tanto para o usuário, como para a organização que o aplica. Sempre com o objetivo de impactar o ser humano (colaborador ou público) e cotidiano dele através da inovação. Além do retorno intelectual e psicológico e de valor percebido, há o retorno sobre investimento financeiro, já que o Design Thinking otimiza processos, acelera a criatividade estrategicamente através de processos de colaboração, diminui riscos com a prototipagem e iteração de soluções.



A busca pela necessidade



O espectro da inovação

A abordagem do Design serve para problemas complexos. Não devemos gastar tempo e dinheiro querendo utilizar a abordagem quando não há necessidade Existem alguns pré-requisitos:


  • Tenho um problema abstrato, não tangível (perda de faturamento);

  • Não tenho uma solução razoável para este problema;

  • Não sei qual modelo de negócios vai suportar esse problema;


A inovação faz parte de um espectro. Existem coisas antes da inovação e depois da inovação. Antes de tudo, empresas precisam ter fundamentos básicos de vendas, marketing, finanças e pessoas para funcionar. Não adianta ter a melhor ideia de todas sem ter um gerenciamento mínimo de processos. Não há inovação sem fundamentos básicos.


O Design Thinking deve ser aplicado em cenários de extrema abstração, com um desafio extremamente complexo e que não há um modelo de negócios definido para encarar esse contexto. Exemplo: o cenário da Pandemia de Covid-19, em que temos um grande problema como obstáculo e muito menos temos um modelo de negócio (estrutura de saúde pública e econômica) para sustentar esse problema.


Para cenários que já temos uma solução, mas precisamos incluí-la rapidamente no mercado com um modelo de negócios validado, utilizamos o Ágil.



Design Thinking na prática



Agora que você já sabe as razões de se implementar o Design Thinking, vamos te mostrar como começar a aplicá-lo.


Como aplicar o Design Thinking?

Tendo como base os 3 pré-requisitos apresentados acima, lideranças que incentivam a curiosidade voltada ao aprendizado é fundamental para que a aceitação de novas abordagens seja mais fácil. Mas muitas vezes o cenário não é esse.


É muito comum estarmos inseridos em empresas que não dão muita abertura para novos investimentos para treinamentos voltados a criatividade e inovação, pois não vêem valor imediato nessas ideias. Em nosso curso de Design Thinking como motor da inovação, temos um módulo em que mostramos várias formas de conseguir patrocínio dos stakeholders da organização para um projeto como esses.



Ser um Design Thinker



Os resultados que essa abordagem levam para as empresas e a difusão dessa linha de pensamento suportada por muito arcabouço teórico desperta interesse de diversas pessoas em entender mais sobre como é o perfil de um profissional especializado em Design Thinking.


Também conhecido como facilitador ou design thinker, esse é o profissional responsável por tocar o bumbo da inovação e estimular a inteligência do coletivo em um processo, aplicando ferramentas e dinâmicas que fomentam a colaboração dentro do time, consequentemente gerando soluções de forma sustentável. Já que o Design é um processo, precisamos de alguém com embasamento teórico e prático para facilitar e garantir que esse projeto aconteça.


Sempre dizemos: inovação não é mágica, é processo.


O que é ser um designer?

A importância do Design ficou evidente para o público em geral na 1ª Revolução Industrial na projeção dos primeiros produtos elaborados de forma mais massificada. Já na 2ª Revolução, a necessidade do desenho de produtos da forma mais eficaz possível para que as máquinas pudessem produzir em um curto espaço de tempo.


Até que, na década de 70, movimentos começaram a perceber que o Design não era apenas isso. E sim uma forma de projetar experiências, interfaces e relacionamentos que fazem sentido, não apenas estético e otimizado, mas também de forma intangível, que atingem a psique humana no desenho de serviços, negócios e políticas que colocam o ser humano e sua experiência no centro.



As principais vantagens do Design Thinking



Além de tudo o que descrevemos acima, o Design Thinking apresenta outros grandes impactos positivos para quem o adota:

1) Custo-benefício!


Sim, a adoção do design exige custos. Talvez o maior de todos seja relacionado à cultura organizacional, que muitas vezes é resistente à criatividade. Porém, a agilidade que essa abordagem trás, se antecipando a cenários futuros para gerar soluções previamente prototipadas, testadas e otimizadas trazem uma economia de recursos facilmente percebida.


2) Respostas através da criatividade


O Design Thinking tem como objetivo a resolução de problemas complexos em sua raíz, estimulando a percepção de estados mentais (dores, pontos de contato, vantagens) e valoriza pensamentos divergentes, aplicando ferramentas e dinâmicas que fazem com que não hajam julgamentos nocivos sobre as ideias apresentadas. Toda ideia é válida. Divergir para convergir, como podemos ver no duplo-diamante que aplicamos no início do texto.

Esse fator incentiva a criatividade, que não é um dom, é uma uma característica dos única dos seres humanos, que podemos exercitar.


3) Empatia


O Design força as pesosas a se colocarem no lugar do outro (usuário, colaborador, público) e sentir o que ele sente. Esse é um requisito inicial e fundamental para que a gente consiga gerar soluções da forma mais assertiva possível, baseando-se na pluralidade de pensamentos e ações.



Cursos sobre Design Thinking




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