Lista: exercícios práticos para melhorar a EX (Employee Experience) da sua empresa


Dá trabalho manter todo mundo satisfeito no trabalho? Depende. A tarefa não é fácil - porque depende de uma transformação cultural. Mas não é impossível. Separamos alguns exercícios que fazemos em nossos times e nos times dos nossos clientes para garantir o sucesso da gestão de pessoas



Segundo esta matéria da Você RH, uma pesquisa da Harvard Business Review revelou que colaboradores satisfeitos são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.


Quando bati o olho nesses números, é claro que os “300% mais inovadores” foi o dado que mais chamou a atenção. Primeiro porque 300% é um aumento extraordinário, concorda? E segundo, claro, por causa do termo “inovadores” - afinal, a Ensaio é um Laboratório de Inovação, oras!

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Aqui, defendemos com unhas e dentes que a inovação deve se tornar tão essencial quanto o oxigênio para as pessoas. Porque, querendo ou não, inovar é uma questão de sobrevivência, e não de lucratividade ou hype.


E falar em inovação sem falar em transformação cultural é simplesmente errado. Não faz sentido. Uma depende da outra de forma completamente direta!


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Em qualquer problema complexo que precisamos resolver dentro de uma organização, nosso primeiro esforço é focado em explorar profundamente a vítima (ou as vítimas) do problema complexo em questão, e, a partir daí, partimos para ações que permearão e decorrerão das informações que coletarmos com essas pessoas diretamente afetadas pelo problema. Em outras palavras, o nosso olhar, completamente voltado para o ser humano, é o que nos guiará para a solução inovadora e efetiva.


Esse é mais um dos diversos motivos pelos quais as áreas de Recursos Humanos, Gestão de Pessoas, Treinamento e Desenvolvimento precisam trabalhar em constante parceria com o Design.


Então, ao ver essa matéria da Você RH, que cita 8 práticas da felicidade corporativa, resolvi separar algumas ações que tomamos aqui na Ensaio - e em nossos projetos - para atingir o sucesso dessas práticas.


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Vamos a elas!

  1. Descobrir os pontos fortes - um dos compromissos fixos em nossas agendas é a famosa 1:1 (one-on-one), uma reunião quinzenal entre cada funcionário e o seu líder. O tempo é utilizado para reflexões, feedbacks mais gerais e não específicos, e, especialmente, para que o líder consiga (re)conhecer melhor o perfil de cada um do seu time, criar vínculos, compreender seu contexto de vida e profissional, e extrair o potencial (muitas vezes escondido) de todo mundo. Em se tratando de feedbacks bem feitos, em um outro momento, são feitas semanalmente as reuniões chamadas de Retrô (de retrospectiva), em que o time se reúne para analisar as ações que funcionaram, as ações que não funcionaram, os fatores impeditivos, os fatores que aumentam o potencial e os próximos passos. O melhor de tudo é que há vários frameworks para realizar esse importante exercício de feedback. Dessa forma, a reunião não fica entediante ou repetitiva, e a mudança de layout ajuda na hora de pensar e lembrar o que foi feito.

  2. Redesenhar o trabalho - com a cultura do trabalho distribuído, damos a chance de pensarmos juntos na melhor solução. Quando percebemos que alguma iniciativa ou algum projeto pode melhorar ou está com um gargalo, fazemos uma ideação. Adoramos aplicar o exercício de ideação, porque nos garante que todo mundo colocou a mão na massa e pensou na melhor solução para nosso gargalo. Assim, com base nas inspirações que trouxemos, nas ideias que tivemos e nos conceitos que criamos, juntos, escolhemos os pontos fortes de cada ideia e transformamos em uma ação efetiva que deixará todo mundo satisfeito!

  3. Celebrar conquistas - Como diria Chorão, “Alguém te perguntou como é que foi seu dia? Uma palavra amiga, uma notícia boa… Isso faz falta no dia a dia…” E faz mesmo! Reconhecer, parabenizar e celebrar desde os “pequenos” ganhos marginais até os grandes saltos de progresso é tarefa fundamental para uma nova cultura. Quem deve iniciar esse hábito são os líderes de cada área (dica: reportar o RH também é válido), para isso, é preciso estar muito atento ao que seus colaboradores estão fazendo. É normal que eles não tenham o costume de celebrar ações bem sucedidas, então, é papel do líder estar o tempo todo reconhecendo e parabenizando. Com o tempo, eles mesmos vão reconhecer as próprias conquistas e as conquistas dos colegas, e essa celebração virará uma ação mútua positiva e colaborativa. Por aqui, além de reverberar a conquista de um colaborador para toda a empresa, realizamos nosso happy hour digital (temos ensaístas espalhados por todo o Brasil) pelo menos uma vez por mês para nos reunirmos e comemorarmos.

  4. Investir em desenvolvimento - Para um Employee Experience de sucesso, um plano de desenvolvimento é fundamental. Já é excelente sentir que você está crescendo tanto no plano pessoal quanto no plano profissional, agora quando fazemos isso tendo apoio e acompanhamento da organização que estamos, é mais gostoso ainda! Aqui na Ensaio, chamamos de PDE (Plano de Desenvolvimento do Ensaísta), e, a cada três meses, o líder da área e o funcionário fazem um mapeamento minucioso de onde o colaborador está e para onde ele quer ir. Deixamos que ele encontre os melhores caminhos e materiais para trilhar seu sucesso dentro e fora da empresa. Vou até compartilhar um segredo com você: no meu PDE, tenho OKR até para meu progresso com pular corda, que é meu hobby!

  5. Reconhecer e valorizar - Como já falei anteriormente, o reconhecimento das ações bem sucedidas - desde as menores até as maiores - é uma prática imprescindível para o bem estar da equipe. Aqui na Ensaio realizamos o Warm-up Meeting, uma reunião semanal com toda a empresa para compartilhar indicações, recomendações e conquistas da semana que passou. Assim, todos podem valorizar e reconhecer os esforços da equipe, além de criar o senso de admiração pelos colegas de trabalho - e essa é uma virtude e tanto para uma empresa!

  6. Apostar na segurança psicológica - Aqui, a 1:1 é a prática mais indicada também. Nesse bate-papo pessoal entre líder e funcionário, é o momento perfeito para abrir as inseguranças (claro, respeitando as vontades de compartilhar) e entender que o líder está lá para garantir acolhimento e suporte para possíveis soluções.

  7. Aumentar a empatia - Ah! A empatia… se você já teve qualquer tipo de contato com a Ensaio, sabe que muitos dos nossos processos são pautados no Design Thinking, e, dessa forma, nossa palavra de ordem é empatia. E empatia de verdade tem a ver com saber ouvir. Nosso hábito chave para isso acontecer com sucesso é a famosa escuta ativa. Incorporar a escuta ativa no seu dia a dia - não só de trabalho, mas pessoal também - vai fazer com que você olhe para o mundo sob diversas ópticas, e, mais importante do que isso, valide cada uma delas. Cada ser humano é único. Vivemos em plena pluralidade, e isso significa respeitar o espaço de crenças e perfis de todo mundo.

  8. Flexibilidade e autonomia - dois dos conceitos que mais batemos na tecla! Aqui na Ensaio, por termos um modelo de trabalho distribuído, temos incorporada a cultura da flexibilidade e autonomia. Em um ecossistema de comando e controle, é fácil fazer com que o processo seja seguido: caso não sigam o controle, existem punições. Porém isso exige muito esforço e deixa o time com baixa moral. Um ecossistema ideal é o de autonomia e alinhamento. E para isso é necessário criar cultura. Estabelecer os princípios e valores base para que as pessoas tenham alta moral para executar os processos (ou até destruí-los e criar processos melhores). Quanto mais focamos em criar uma cultura pautada nos valores que sustentam a execução de um processo, menor o nosso risco de insucesso. Normalmente as pessoas pensam o contrário: quanto mais autonomia, mais risco. Porém isso é uma mentira, e das boas. O risco aumenta quando temos baderna, não quando temos autonomia. Pessoas alinhadas com o objetivo e com os fundamentos necessários para tomar ações chegam mais longe com passadas rápidas. O risco aqui é outro: não conseguir criar uma cultura que sustente a confiança entre as pessoas. Quanto menos confiança você colocar nas pessoas, menor a autonomia e comprometimento com o resultado. Por isso, nada de encher o dia com reuniões desnecessárias ou tentar monitorar os funcionários como se fossem crianças na colônia de férias. Tenha um sistema de fluxo de trabalho que interligue todas as áreas, todas as tarefas e todos os objetivos. Entenda que cada funcionário tem seu próprio tempo e seu próprio horário de produtividade. Ofereça ajuda para completar as metas. Exclua o grupo do WhatsApp da firma e habitue-se com uma ferramenta própria de comunicação assíncrona para toda a empresa! Mais uma vez para não esquecer: quanto menos confiança você colocar nas pessoas, menor a autonomia e comprometimento com o resultado e maior a insatisfação do time!


Gostou das dicas? Já conhecia algum desses processos que fazemos e aplicamos em nossos projetos? Ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre nossos bootcamps? A gente vai amar se você compartilhar conosco!






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